Criciúma, 9 de Setembro de 2010
02-03-2010 - 23:04:00
A suspeita dos vereadores foi confirmada nesta segunda-feira depois de
uma consulta dos advogados da casa ao Tribunal de Contas de Santa
Catarina. O chamado projeto Minha Chance, que concede bolsas a
estudantes carentes, só pode ser efetivado através de lei aprovada
pela Câmara de Vereadores. De acordo com o advogado Leo Cassetari a
consulta feita pelo Poder Executivo omitiu a informação de que o
recurso é oriundo do pagamento de imposto de renda, liberado através
encontro de contas entre a Unesc e o Paço Municipal. "Se fosse recurso
próprio ele poderia ser feito via convênio, no entanto, como não é,
ele segue o pré-julgado 1133, que determina Lei específica, estudo de
impacto orcamentário e previsão na LDO e no PPA. Resumindo a postura
da Câmara estava correta", alerta.
Em posse das informações o presidente da Câmara fez questão de alertar
o reitor Gildo Volpato. Por telefone, Edinho do Sindicato (PMDB)
lembrou Gildo que ele pode estar compactuando com uma ilegalidade.
"Desde o primeiro momento a Câmara trabalhou para resguardar a
Universidade e os próprios acadêmicos. Estamos querendo fiscalizar e
fazer o que é correto. O projeto é bom. Nenhum vereador é contrário a
liberação de bolsas, só queremos que a lei seja respeitada", ressalta.
Agora o Legislativo vai solicitar que a informação seja repassada
formalmente, através de documento. "Se o prefeito insistir em
formalizar um convênio ilegal, vamos utilizar este parecer e denunciar
o município. Se ele encaminhar o projeto de forma correta, permitindo
que os estudantes tenham a conclusão do curso garantido e permita ao
legislativo fiscalizar, ele será aprovado de forma unânime", avisa.
Para o vereador Ivan Roberto Westphal, Camisa (PT), o Legislativo está
cumprindo seu papel. "Estamos tornando público que a decisão do
prefeito está errada e que o convênio vai ser firmado de forma ilegal.
Cabe a ele escolher o melhor para a cidade", explica.
A democrata Romanna Remor lembra que a cidade precisa entender que os
vereadores defendem sim o auxílio para que carentes possam ter acesso
ao ensino universitário. Porém, para isso, é preciso respeitar a
legislação. "Somos favoráveis ao projeto, só não podemos aceitar que
algo irregular seja feito e não vamos compactuar com isso. Fomos
corretos e responsáveis desde o primeiro momento".
Assessoria de Comunicação do Poder Legislativo
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